Teresa Torga

Tenho um primo convexo
Fadado para amnistias
Em torno de ele nadam
Plantas carn?­voras
Agitando como plumas
As cordas viol??ceas
O meu primo dormita
Glu glu entre palmeiras
Suspenso numa rede
De suor e pregui?§a
Corvos bicam-lhe os p??s
Trincam-lhe os calos
Enquanto a tarde jaz
E a m??o suspende
O gesto de acord??-lo
E a terra treme
Mas de nada o meu primo se apercebe